Ano 1 - nº 13 - Guarapuava, 22 de abril de 2010

Notícias

 

2ª Rodada de Negocição dos Trabalhadores nas Indústria da Madeira
Data Base Maio

 

O companheiro Cesar de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Guarapuava - STICMG, esteve nesta terça-feira, 20/04/2010, às 15h00, reunido com a comissão de negociação da FETRACONSPAR e com o Sindicato das Indústrias da Madeira do Estado do Paraná – SIMADEIRA, Sindicato da Indústria da Madeira de Imbituva, Sindicato as Indústrias de Madeiras, Serrarias, Beneficiamentos, Carpintaria e Marcenaria, Tanoaria, Compensados e Laminados, Aglomerados e Embalagens de Guarapuva, Sindicato das Indústrias de Móveis, Marcenarias, Carpintarias, Artefatos de Madeira, Serrarias, Madeiras Laminadas e Painéis de Madeira Reconstituída de Rio Negro, Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias e da Marcenaria de Irati, Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Agliomeradas e Chapas de Fibras de Madeira e de Marcenaria de União de Vitória e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP, na sede da FIEP, afim de realizarem a 2ª reunião para definir o percentual de reajuste salarial para os trabalhadores da categoria e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011. A data base é 1º de maio.

Ocasião em que foi assegurado a data base até o dia 20 de maio de 2010 e acertado um calendário de Reuniões que acontecerão nos dias 05, 14 e 19 de maio do corrente novamente na FIEP.

A reunião foi entre a Comissão de Negociação formada por membros da Federação e dos Sindicatos de Trabalhadores com os representantes do SIMADEIRA.


Aumento da produção industrial, da massa salarial e das vendas contribuiu para arrecadação recorde

A arrecadação federal recorde de R$ 59,4 bilhões em março deveu-se, principalmente, à retomada do crescimento econômico, com o aumento da produção industrial, da massa salarial e das vendas.

Dados divulgados pela Receita Federal mostram que a arrecadação cresceu 6,08% no mês, se considerada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No acumulado do ano, a arrecadação subiu para R$ 187,214 bilhões, com crescimento de 11,01% na mesma comparação.

O resultado também foi recorde para o trimestre, já que desde outubro a arrecadação vem aumentando na comparação com os mesmos meses de períodos anteriores. O fato indica que, se for feita uma comparação com os últimos seis meses, tendo como referência março, o resultado também é o melhor de todos os tempos.

“Desde outubro, nós estamos batendo recorde em relação ao próprio mês do ano anterior e assim sucessivamente, em novembro, dezembro e até março”, disse o coordenador-geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita, Victor Augusto Lampert

Entre os tributos mais arrecadados no trimestre estão a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Programa de Integração Social (PIS-PASEP), que estão entre os indicadores mais significativos da atividade econômica. De janeiro a março, foram arrecadados R$ 40,756 bilhões com esses tributos, contra R$ 33,656 bilhões no mesmo período do ano passado, uma diferença de R$ 7,1 bilhões influenciada, entre outras coisas, pelo aumento de 11,9% nas vendas.

A Receita Previdenciária passou de R$ 47,474 bilhões para R$ 51,762 bilhões, diferença de R$ 4,288 milhões na comparação com o trimestre anterior devido a diversos fatores, entre eles o aumento da massa salarial segundo o Lampert.

Além da massa salarial, entre os fatores que influenciaram o aumento da arrecadação total em março a Receita destaca a produção industrial e o volume geral de vendas. No caso da massa salarial, o crescimento no mês passado, em comparação a março do ano anterior, chegou a 11,24% e no trimestre, a 7,18% também em comparação a 2009.

No caso da produção industrial, o aumento foi de 18,40% em março e de 17,20% no trimestre e no volume geral de vendas foram 13,6% em março e 11,9% no trimestre na mesma base de comparação.

A desoneração de impostos, adotada durante a crise, não influenciou a arrecadação federal no primeiro trimestre do ano como chegou a ser especulado. Enquanto, em 2009 fora R$ 6,1 bilhões de renúncia fiscal, em 2010 o valor chegou a R$ 5,695 bilhões. Uma diferença de apenas R$ 456 milhões.

“Esses R$ 456 milhões comparados ao valor total arrecadado são um volume muito pequeno. Não é a redução da desoneração que está explicando o crescimento da arrecadação. O aumento é muito mais explicado pelo crescimento da produção, das vendas, da economia”.

Fonte: Agência Brasil


Líder do governo propõe duas faixas de reajuste para aposentados

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), vai propor aos líderes partidários um aumento escalonado para os 8,36 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Segundo a proposta, seria concedido um aumento de 7,7% para quem recebe entre um e três salários mínimos de 2009 (R$ 465,01 a R$ 1.395) e de 6,14% para os valores acima de R$ 1.395.

O aumento das aposentadorias de valor acima do mínimo está previsto na Medida Provisória 475/09, relatada por Vaccarezza. A MP prevê reajuste linear de 6,14%, gerando um despesa estimada em R$ 6,701 bilhões para o INSS, segundo o governo.

Há uma pressão da oposição e de alguns partidos da base aliada para que o reajuste fique em 7,7%, o que elevaria a despesa em mais R$ 1,1 bilhão. Contra esse aumento, o governo teria demonstrado “simpatia” com a idéia apresentada pelo relator. Sem querer citar números, Vaccarezza afirmou que o reajuste escalonado teria um impacto orçamentário inferior a R$ 1,1 bilhão.

O deputado disse que até o dia da votação, marcada para a próxima terça-feira (27), vai negociar a questão com o Executivo e com os líderes na Câmara.

Obstáculos

A proposta feita por Vaccarezza esbarra, no momento, em dois problemas. O primeiro é técnico. O INSS ainda não respondeu se pode viabilizar em pouco tempo o aumento de forma diferenciada para os mais de 8 milhões de benefícios atingidos. O segundo, mais grave, é jurídico. O relator reconhece que um aumento por faixas pode ser questionado na Justiça por aposentados, alegando ofensa ao princípio da equidade – todos teriam direito ao mesmo percentual de aumento.

Em consulta a advogados, Vaccarezza afirmou ter ouvido opiniões contra e a favor ao reajuste escalonado. Apesar disso, o deputado defende a proposta, que, segundo ele, vai proporcionar aumento real a todos os beneficiários e favorecer os que ganham menos. O princípio relevante, diz o relator, seria o distributivo.

Os aposentados que ganham até R$ 1.395 representavam 89,7% dos benefícios do INSS e 71,6% dos valores pagos no final de 2009. “O imposto de renda é por faixa. É mais justo assim”, afirmou Vaccarezza.

O líder voltou a afirmar que não concorda com um aumento linear de 7,7%. O limite seria de 7%, como já afirmou na semana passada. “Duvido se o setor privado vai dar o mesmo para as categorias que têm data-base em maio”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara


Regra para aumento do salário mínimo em 2011 será retirada de MP

Relator da Medida Provisória (MP) 474/09, que aumenta o salário mínimo de R$ 465 para R$ 510 a partir de 1º de janeiro deste ano, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) afirmou que vai excluir do texto a regra que define como será o reajuste em 2011. O objetivo é garantir uma correção acima da inflação no ano que vem.

Atualmente, a MP estabelece que o reajuste do próximo ano seguirá a mesma regra usada na correção de 2010, que é a soma da inflação acumulada em 2009 e da variação do PIB de 2008. Para este ano, o resultado do cálculo foi um percentual de 9,67% de reajuste, com aumento real estimado em 6%.

Se a mesma regra for usada em 2011, o reajuste será a variação da inflação em 2010 mais a do PIB em 2009. O problema, diz o relator, é que o PIB caiu 0,2% no ano passado. "Como em 2009 a variação foi negativa, nós já estamos determinando que em 2011 o salário mínimo não terá ganho real acima da inflação, teria somente a reposição da inflação”, afirma. “Então eu retiro isso do texto e remeto esta negociação para mais adiante.”

Segundo Vargas, a mudança obrigará o governo a enviar outra MP até o fim do ano, com a proposta de salário mínimo para 2011. Neste mês, o Executivo enviou ao Congresso a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano com a previsão de um mínimo de R$ 535,91, o que corresponde a um aumento de 5,08% sobre o atual, de R$ 510.

A MP 474/09 é uma das sete medidas provisórias que trancam a pauta do Plenário nesta semana.

Fonte: Agência Câmara