Ano 2 - nº 374 - Guarapuava, 14 de Dezembro de 2011

Notícias

 

STICMG, 14 de Dezembro de 2011
Assembleia aprova criação de 2,5 mil vagas na Polícia Civil
Projeto aprovado em primeiro turno prevê contratação de 1.200 investigadores, 360 delegados e 600 escrivães, entre outros profissionais

Os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno, na tarde desta segunda-feira (12), a criação de 2,5 mil novas vagas na Polícia Civil do Paraná, de acordo com a proposta enviada à Assembleia Legislativa pelo Governo Estadual. O preenchimento não deve ser imediato, já que a própria proposta prevê que o acréscimo no quadro de pessoal seja gradual até 2014. A mensagem deve ser votada novamente pelos deputados até o fim desta semana, antes de seguir para sanção do governador Beto Richa (PSDB).

Segundo o texto, podem ser abertos concursos públicos para o preenchimento as vagas, que envolvem a contratação de 1.200 investigadores, 360 delegados e 600 escrivães.

No projeto, o governo informa que a criação de novas vagas é importante para reduzir a falta de efetivo para garantir a segurança da população. O déficit é histórico no Paraná, inclusive de delegados. “O quadro de servidores policiais civis hoje existente é reduzido e não atende à demanda de serviço policial. Há uma verdadeira escassez de profissionais”, diz a mensagem do governador.

Em outro trecho, ele completa: “Além disso, diariamente, recebemos comunicações das mais variadas unidades policiais civis do estado, que relatam a carência extrema de profissionais. Para se estabelecer uma escala de plantão, a dificuldade é enorme. Geralmente, a carga horária semanal de quarenta horas é ultrapassada. Priorizam-se os procedimentos relativos á prisão em flagrante, não havendo continuidade dos inquéritos policiais instaurados (...)”.

Fonte: Gazeta do Povo


STICMG, 14 de Dezembro de 2011
Por melhores salários, funcionários do Detran fazem operação padrão
Operação ocorre no mês em que a procura pelo Detran aumenta. Segundo o órgão, atendimento foi reforçado e cidades estão fazendo mutirões para não afetar a prestação do serviço

Os funcionários do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) estão realizando uma operação padrão no atendimento desde o dia 5 de dezembro. Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran do Paraná (Sisdep), a operação consiste em os funcionários serem “mais criteriosos e detalhistas” na realização das atividades. Eles reivindicam melhores salários, plano de carreira, implantação de regulamento e desenvolvimento de um regimento interno.

A operação padrão é realizada em um dos meses em que a procura pelo órgão é maior. Segundo o Detran, em dezembro e janeiro a procura pelos serviços cresce até 30%. A expectativa do órgão é de atender, até o dia 18 de dezembro, mais de 4,5 mil pessoas nos exames de direção, além dos testes que já estão agendados pelo processo normal. Para garantir o atendimento à população, o Detran informa que todas as regiões do estado receberam reforço para o atendimento, além da realização de mutirões, que aconteceram em 45 cidades.

Ainda de acordo com o órgão, o projeto de realinhamento interno, que prevê mudanças na estrutura e melhores salários, está na Casa Civil, onde está sendo redigida a mensagem, em forma de projeto de lei. A expectativa é de que o projeto seja encaminhado para a assembleia ainda nesta semana.

Fonte: Gazeta do Povo


STICMG, 14 de Dezembro de 2011
Sanepar pagará por concessão de mais 30 anos, afirma Carli
Segundo Carli, entre descontos e recursos, valor chega a R$ 1,8 mi/ano.

A Sanepar está operando os sistemas de água e esgoto sem contrato de concessão com a Prefeitura de Guarapuava. De acordo com o prefeito Luiz Fernando Ribas Carli, para que o novo contrato de concessão seja efetivado, a Sanepar terá que pagar cerca de R$ 1,8 milhão por ano ao município. “Atualmente a Prefeitura investe mensalmente cerca de R$ 80 mil em pagamentos de tarifas de água e taxa de esgoto. Esse valor será reduzido em 50%. Além disso, a Sanepar deve retornar aos cofres do município 1% do total arrecadado mensalmente. Temos a informação de que a Sanepar arrecada em torno de R$ 2,4 milhões por mês, o que corresponde a R$ 24 mil que devem ser repassados ao município. Além disso, a Sanepar vai repassar R$ 1 milhão por ano pelos próximos 30 anos”, afirmou o prefeito.

Hoje (13) será votado na Câmara de Vereadores de Guarapuava um projeto (036/2011) que “autoriza o Poder Executivo Municipal a estabelecer com o Governo do Estado do Paraná a Gestão Associada para a Prestação, Planejamento, Regulação e Fiscalização dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário no Município de Guarapuava, de autoria do chefe do Poder Executivo Municipal. Conforme Carli, esse projeto é o primeiro passo que que o Município e o Governo do Estado possam efetivar a negociação de concessão da Sanepar pelos próximos 30 anos.

“A grande verdade é que a Prefeitura é dona da concessão de água e de esgoto. Essa concessão venceu em 2004 e no final do mandato do ex-prefeito, ele renovou o contrato por mais 30 anos. Mas ele não fez o que a lei determina, sem passar pela Câmara e sem realizar audiências públicas. Entramos em contato com a Sanepar por diversas vezes, propondo um acordo, dizendo que não concordávamos com aquele contrato. Queríamos alterações e queríamos que a Sanepar pagasse para a Prefeitura de Guarapuava um valor. Queríamos que o Estado pagasse para a Prefeitura um valor. Quando chegou um ponto em que não havia mais diálogo, a Prefeitura entrou com uma ação pedindo a anulação daquele contrato. A Prefeitura ganhou a ação”, explicou o prefeito.

“Novamente tentei conversar com o governo anterior. O juiz que julgou o processo favorável à Prefeitura de Guarapuava orientou que a administração fizesse uma nova licitação, através de concorrência pública, mas orientou também que a Sanepar continuasse realizando o serviço, para que a população não fosse penalizada. A partir disso, assumiu o governo Beto Richa e a partir daí fui diversas vezes à Curitiba. Essa negociação é importante porque não quero privatizar o serviço de água e esgoto em Guarapuava. A Sanepar é uma empresa que tem conceito no Brasil todo. Grandes empreiteiras já procuraram a Prefeitura querendo informações sobre a concorrência”, diz.

Entre as novas negociações para uma nova concessão à Sanepar, o prefeito de Guarapuava cita:
- Redução em 50% no valor pago pelo consumo de água e pela taxa de coleta de esgotos em prédios públicos. Atualmente, o município gasta cerca de R$ 80 mil/mês;
- Pagamento de 1% do valor arrecadado mensalmente pela Sanepar em Guarapuava. Conforme Carli, esse valor atualmente é de R$ 2,4 milhões, o que geraria para o município valor de R$ 24 mil/mês;
- Pagamento da Sanepar à Prefeitura de Guarapuava de R$ 1 milhão/ano pelos próximos 30 anos.

Esgoto
Fernando Carli foi enfático ao afirmar que é a Prefeitura quem vai definir onde serão realizadas as novas expansões da rede coletora de esgotos. “Quando se come muito rápido se queima a língua. Não adianta ficarem fazendo reuniões e dizerem onde será ampliada a rede de esgoto em Guarapuava. Quem vai definir para onde a rede será ampliada é a Prefeitura, em parceria com a Sanepar”, conclui o prefeito.

Fonte: Rede Sul de Notícias


STICMG, 14 de Dezembro de 2011
Por luvas, eletricista perde 50% de indenização
Usar luvas de couro em vez das de borracha fez com que um eletricista perdesse 50% da indenização que deveria receber por ter sido demitido após sofrer acidente de trabalho.

Ele foi dispensado em 2004 por indisciplina, depois de se envolver em acidente com rede elétrica. Ele e outro trabalhador sofreram queimaduras. O profissional entrou na Justiça do Trabalho alegando que a demissão era uma punição desproporcional, uma vez que sua indisciplina teria sido usar luvas de material diferente do recomendado.

A empresa afirma que o uso das luvas de borracha era obrigatório para o serviço em que ocorreu o acidente. O profissional afirmou que estava usando as proteções de couro porque a borracha fazia com que ele perdesse o tato. Em primeira instância, foi julgado que o funcionário não poderia ser demitido, pois não usar as luvas não poderia ser classificado como insubordinação, uma vez que o maior interessado na segurança é o próprio empregado. A empresa entrou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul), mas a demissão foi julgada como "rigor excessivo".

No Tribunal Superior do Trabalho, porém, o ministro Milton França destacou que a empresa fornecia os equipamentos de segurança necessários e que o empregado era experiente, com passagem pela Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). A solução proposta foi o reconhecimento da culpa recíproca, uma vez que tanto a empresa é culpada por não fez cumprir as normas de segurança como o eletricista é culpado por não usar os equipamentos de proteção disponíveis. A empresa foi condenada a pagar 50% do valor da indenização à qual o trabalhador teria direito se a culpa fosse exclusivamente da companhia.

Fonte: Consultor Jurídico


STICMG, 14 de Dezembro de 2011
Idoso poderá assinar termo de adesão a qualquer tempo para receber complemento do FGTS
Titulares de conta vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) com mais de 60 anos poderão assinar o termo de adesão a qualquer tempo para fazer jus ao crédito de complemento do FGTS relativo aos planos econômicos Verão e Collor 1 em valores iguais ou inferiores a R$ 100,00, previsto na lei complementar 110/2001. Projeto de lei com essa finalidade, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado nesta quarta-feira (7) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O texto inicial do projeto (PLS 12/04) visa diminuir a idade do titular do FGTS de 70 para 60 anos para requerer o benefício, o que já foi contemplado na Lei 10.936/04, oriunda da medida provisória 185/04.

No entanto, para beneficiar os idosos que não assinaram no prazo o termo de adesão exigido, emenda do relator, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), permite que tal adesão possa ser feita a qualquer momento. A matéria foi aprovada pela CAS de forma terminativa.

Fonte: Agência Estado