Ano 1 - nº 37 - Guarapuava, 27 de maio de 2010

Notícias

 

STICMG, 27 de maio de 2010
Cai ritmo de alta nos preços da construção civil

À exceção de São Paulo, onde o custo da construção civil passou de 0,33% em abril para 1,77% neste mês, em todas as demais capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) houve queda no ritmo de alta dos preços.

O Índice Nacional de Custo da Construção Mensal (INCC-M) passou de 1,17% para 0,93%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV). No segmento materiais, equipamentos e serviços, o índice passou de 0,65% para 0,48%.

Os serviços de pedreiros e de outros profissionais continuam representando os gastos mais mais altos do setor (1,41%), ainda que abaixo do nível de abril (1,73%). Em São Paulo, a taxa foi bem maior, 2,93%, e em Porto Alegre, 0,99%. A pesquisa mostra a média da variação dos preços apurados entre os dias 21 de abril e 20 de maio.

O índice perdeu força nas seguintes localidades: Salvador (de 3,42% para 0,08%); Brasília (de 0,51% para 0,12%); Belo Horizonte (de 0,31% para 0,15%); Recife (de 0,51% para 0,28%); Rio de Janeiro (de 4,65% para 0,33%) e Porto Alegre (de 1,36% para 0,69%).

Fonte: Jusbrasil


STICMG, 27 de maio de 2010
Relator vai negociar com governo fim da contribuição dos aposentados

O relator da proposta que extingue a cobrança de contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas, deputado Luiz Alberto (PT-BA), vai negociar com o governo os pontos polêmicos do texto. Na última audiência pública da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06, realizada hoje, ele afirmou que acredita na aprovação da matéria pela comissão antes do recesso parlamentar (18 de julho).

A PEC extingue a taxação de 11% sobre a parcela da aposentadoria ou pensão que ultrapasse o teto previdenciário, hoje fixado em R$ 3.416. Essa contribuição foi criada pela Emenda Constitucional (EC) 41/03, a chamada Reforma Previdenciária, e está em vigor desde 2004. O relator disse que, nas audiências públicas, identificou consenso entre os parlamentares no sentido de acabar com a contribuição. No entanto, ele revelou que ainda existem dois pontos polêmicos a serem negociados com o governo.

Retroatividade

O primeiro ponto seria a extensão do fim da contribuição a todos os servidores públicos, proposta em emendas apresentadas à PEC. O texto original só atinge quem já estava aposentado ou já tinha tempo para se aposentar antes da aprovação da EC 41/03. O segundo ponto polêmico seria o artigo 2º da PEC, que trata da retroatividade dos efeitos da proposta a 1º de janeiro de 2004. "É uma questão que vai ter de ser bastante negociada para não ter óbice da base do governo", avalia o relator.

Luiz Alberto aguarda informações dos ministérios da Previdência Social e do Planejamento para subsidiar o seu parecer. "Nós temos que saber o volume de recursos gerado pela contribuição dos inativos, de 2004 até hoje", destacou. "Pedimos também o fluxo estratificado por idade dos aposentados da Previdência, porque também há proposta de se estabelecer critérios etários para a contribuição, até chegar a um ponto em que esses aposentados não paguem absolutamente mais nada", complementou.

Reparação de injustiça

Na audiência pública desta quarta-feira, entidades ligadas a várias categorias do serviço público federal defenderam a aprovação da PEC 555/06 para reparar "injustiça" com os aposentados pensionistas. "O desconto previdenciário dos inativos tem deixado o aposentado na condição de, muitas vezes, ter de fazer bico ou retornar ao mercado de trabalho para complementar a sua renda", afirmou o diretor-geral da União dos Advogados Públicos Federais, Rogério Rodrigues.

Para o diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, Sebastião Soares, não apenas o Congresso errou, ao aprovar a EC 41/03, mas também o Supremo Tribunal Federal, por não ter declarado a inconstitucionalidade da contribuição. Segundo ele, a contribuição foi criada com o propósito de reduzir os gastos do Tesouro Nacional e dos tesouros estaduais e municipais. "Mas isso acabou se revelando inócuo, já que a maioria dos servidores estaduais e municipais é isenta, em consequência da decisão do Supremo de dobrar o limite de isenção", disse.

Renúncia previdenciária

A Associação Paulista dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil distribuiu nota, durante a audiência, com vários argumentos para a extinção da contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas. Segundo a nota, nos últimos seis anos, a contribuição não gerou a economia prevista para a União e "só representou grande sacrifício para aposentados e pensionistas, constituindo-se confisco".

Outro argumento da associação é que a renúncia previdenciária (exceções para alguns setores específicos), autorizada pelo próprio governo, supera em dez vezes o valor arrecadado com a contribuição dos aposentados e pensionistas.

Fonte: Agência Câmara


STICMG, 27 de maio de 2010
FGTS bate triplo recorde

No seu mais rentável quadrimestre, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço registra arrecadação de R$ 20,1 bilhões, líquida de R$ 4,5 bilhões e em 12 meses de R$ 9,7 bilhões. Mantida a trajetória, saldo pode chegar a R$ 10 bilhões ao fim de 2010

O Fundo de Garantia do tempo de Serviço bateu três recordes em abril, ao registrar a arrecadação bruta de R$ 20,1 bilhões e arrecadação líquida de R$ 4,5 bilhões no primeiro quadrimestre de 2010. Nos últimos 12 meses, a arrecadação líquida chegou a R$ 9,7 bilhões, recorde na história do FGTS. O crescimento do fundo acompanha a geração de empregos no Brasil, que também bateu recorde no primeiro quadrimestre em 2010, com 962.327 novos empregos criados no Brasil.

Mantida esta trajetória, a arrecadação líquida ao fim de 2010 pode superar a marca de R$ 10 bilhões. A redução do valor dos saques este ano também contribuiu para o recorde, alcançando R$ 15,7 bilhões, número 6,3% menor que os R$ 16,7 bilhões sacados em 2009.

Os R$ 20,1 bilhões contabilizados representam alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 18,4 bilhões. Os R$ 4,5 bilhões líquidos é 167,7% maior do que o R$ 1,6 bilhão do primeiro quadrimestre de 2009. Em 4 meses, a arrecadação de 2010 já acumula 64,5% da arrecadação total do ano passado.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que preside o Conselho Curador do FGTS, o resultado é a maior prova de que a geração de empregos responde conforme o crescimento da economia.

"Este é mais um dado que comprova que a geração de empregos com distribuição de renda é o principal resultado de uma política econômica equilibrada, voltada ao desenvolvimento social. E o governo Lula se propõe, desde o seu início, a trabalhar em prol da igualdade social, com distribuição de renda, e o resultado disto são os recordes de empregos formais gerados no país. E o FGTS é mais uma ferramenta de proteção ao trabalhador que vem apresentando resultados positivos em decorrência do sucesso econômico do país", avaliou Lupi.

No período, o recolhimento do FGTS foi feito por 2,7 milhões de empresas a 31 milhões de contas de trabalhadores, crescimentos de 5,52% e 7,02% respectivamente.

Fonte: MTE


STICMG, 27 de maio de 2010
Trabalho aprova adicional de periculosidade para vigilantes e salva-vidas

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou o Projeto de Lei 6113/09, do Senado, que amplia o conceito de periculosidade estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Pelo novo conceito, passam a ter direito ao adicional de periculosidade (30% sobre o salário) diversas categorias profissionais, entre elas salva-vidas, vigilantes e seguranças privados.

Atualmente, são consideradas atividades ou operações perigosas aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.

O projeto acrescenta: “ou a exposição a situação de risco à vida, perigo iminente de acidente ou violência física”.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara


STICMG, 27 de maio de 2010
Movimento sindical e eleições de 2010
Por Augusto César Petta*

Aproximam-se as eleições de 2010. O povo brasileiro irá eleger o presidente da República e o vice, os governadores dos estados e os vices, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais.

Após um período presidido por Collor e FHC - no qual o país se viu mergulhado em todas as mazelas do neoliberalismo - um novo período histórico se abriu com a eleição de Lula, em 2002. No final de 2010, Lula terminará o segundo mandato e deixará a Presidência da República.

As eleições definirão quem o substituirá, o que significa dizer se haverá continuidade ou não do projeto desenvolvido nestes últimos oito anos. Esse projeto não é tudo o que desejamos para o nosso país, mas sem dúvida, significa um avanço em relação ao projeto do Governo FHC.

E acreditamos que a eleição de Dilma, e de outros candidatos para os demais cargos, que sejam seriamente comprometidos com os interesses do povo brasileiro, com a conseqüente pressão dos movimentos sindicais e populares, poderá nos levar a uma situação mais avançada ainda, com a aceleração da implantação do projeto de desenvolvimento, com ênfase na valorização do trabalho e na distribuição de renda.

É situado nesse contexto, que o movimento sindical precisa se posicionar. Muito influenciado pelo economicismo, o movimento sindical como um todo não conseguiu, em alguns momentos, jogar um papel decisivo nas campanhas eleitorais. Na de 2010, parece-me que jogará um papel importante.

Um dos principais indicadores é a mobilização e a organização para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a ser realizada no dia 1º de junho, em que dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras estarão reunidos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para discutir propostas relativas ao projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda.

A realização desta Conferência é um primeiro passo importante. Mas, após a sua realização é necessário continuar o envolvimento das centrais, confederações, federações e sindicatos no processo eleitoral. Como as entidades sindicais são representativas dos interesses da classe trabalhadora, podem ter muito peso em todo o processo eleitoral.

Cabe a cada uma dessas entidades reunir todos os seus diretores e militantes e estabelecer um plano de trabalho cujo objetivo é o de envolver os trabalhadores e as trabalhadoras nas eleições. A classe trabalhadora precisa desenvolver a consciência da importância da sua participação e com isso, cada vez mais a consciência de classe em si irá se transformando em consciência de classe para si.

Na elaboração deste plano devem ser debatidas as atividades que devem ser desenvolvidas pelas entidades, do mês de junho até outubro. É um tempo curto, mas que se bem aproveitado, poderá trazer grandes frutos.

Devemos colocar a nossa criatividade para desenvolver atividades que possam colocar o movimento sindical num outro patamar de importância, no nível que essas eleições exigem, pela sua relevância para o futuro do nosso País. Um retrocesso às políticas neoliberais poderá trazer graves conseqüências à qualidade de vida do povo brasileiro.

(*) Professor, sociólogo, coordenador-técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), ex- presidente do Sinpro-Campinas e região, ex-presidente da Contee

Fonte: Agencia Diap


STICMG, 27 de maio de 2010
Após comentário de Cesar Filho, polêmica sobre a falta de creches chega a Câmara

Da redação - Depois de ser levado a conhecimento da população através de comentário no rádio, feito ainda no início deste mês, pelo presidente do PPS de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, a polêmica da falta de creches em Guarapuava chegou até a Câmara Municipal. Os vereadores tentam, em parceria com o Ministério Público achar uma solução para que as mais de duas mil crianças que estão sem creche hoje em Guarapuava tenham onde ficar e estudar. A intenção é fazer com que a prefeitura se comprometa e coloque em sua lei orçamentária, recursos para a construção das creches.

O presidente do PPS de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, classificou, - em seu quadro “Falando de Politica”, dentro do programa de rádio “Atividade Parlamentar”, - como “descaso” e “um absurdo” a falta de vagas em creches e pré-escolas que penaliza quase 2.000 crianças no Município. Segundo ele, é dever da Prefeitura garantir o atendimento dessas crianças, e não deixar que o problema chegue à alçada do Ministério Público, que, por desatenção da Administração Municipal, obrigou-se a entrar com medidas judiciais para impedir que milhares de famílias continuem sendo prejudicadas.

Cesar Filho enfatizou que a carência de investimentos nessa área atinge não somente as crianças, mas toda a família. “Há mães que não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar os filhos”, alertou. “É um descaso, falta total de compromisso e carinho com as crianças e as mães de nossa cidade”, destacou.

Na justificativa dada ao Ministério Público, que impetrou ação civil pública contra a prefeitura devido a falta de creches, o prefeito Fernando Ribas Carli, através de seus advogados, coloca o seguinte argumento: “É decisão exclusiva do prefeito decidir em que área deve ou não investir.”
Isto, no entendimento de Silvestri Filho, é uma confissão de culpa. “Estão admitindo que por decisão do prefeito, ele, o prefeito, não está investindo nas crianças”, observou, para acrescentar: “Não estão investindo por que não querem. Isso é lamentável”.

Cesar Filho destacou ainda a discrepância existente no Município, onde estão sendo gastos milhões de reais em obras de aparência ou em propaganda na TV, quando milhares de crianças estão sem creche. “Isso nos faz pensar em qual Guarapuava queremos construir: a Guarapuava da aparência ou da qualidade de vida? A Guarapuava do parecer ser, ou a Guarapuava do ser humano. Essa é a pergunta que fica, que tipo de cidade queremos: a Guarapuava para que os turistas vejam ou a Guarapuava para nós vivermos. Por qual caminho nossa cidade está indo?”, questionou.

Na opinião do presidente do PPS, entre todos os erros cometidos até agora pela administração municipal, este é o mais grave. “É imperdoável deixar nossas crianças abandonadas, sem cuidado. Não podemos admitir”, concluiu.

Fonte: rede sul notícias


STICMG, 27 de maio de 2010
"Nosso dinheiro bancando campanha eleitoral."

Uma pergunta, dentre muitas outras, feita por guarapuavanos raivosos com a gastança do dinheiro público: Quanto está sendo gasto em propaganda para evidenciar o prefeito que só tem em mente a candidatura do filho? Nos horários nobres da televisão mais cara do Brasil, lá está Guarapuava e os feitos edulcorados pelo alcaide a tentar mostrar que aqui se vive no melhor dos mundos. Imagens aéreas custam fortunas, gravações idem, produtoras de vídeos com equipes dispendiosas custam os olhos da cara - nossos, no caso, e quanto estamos pagando por tudo isso? Como não temos uma câmara cumprindo seu papel institucional, ou seja, de fiscalizar e levantar tantos gastos, ficamos com nariz de palhaço, roupa de palhaço, cara de palhaço, enquanto o poderoso faz e desfaz do povo guarapuavano. Até quando teremos de assistir tanta zombaria, tanto escárnio, tanta indiferença, tanta arrogãncia por parte de quem deveria apenas e tão somente administrar?. Aos palhaços guarapuavanos que acreditam nas leis da vida, a esperança de que nada fica impune indefinidamente, e mais dia menos dia novas cobranças chegarão na vida daquele que há tempos vive na dimensão da maldade e da prepeotência doentia."

Fonte: Redesul notícias


STICMG, 27 de maio de 2010
Presidente do STICMG, membro da comissão de negociação da Fetraconspar participa da 3ª rodada de negociações com o SINDUSCON/PR

Na sede da FETRACONSPAR, membros da comissão de negociação do setor da indústria da construção civil se reunem para discutir estratégias.

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Guarapuava, companheiro Sirlei Cesar de Oliveira, juntamente com os demais membros da comissão de negociação da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná - FETRACONSPAR, formada por Sindicatos de Trabalhadores filiados, realizaram nesta segunda-feira, 24/05, às 09h00, na sede do Serviço Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná – SINDUSCON/SECONCI/PR, sito à Rua João Viana Seiler, 116 - Parolin - Curitiba-PR a 3ª reunião para definir o percentual de reajuste salarial para os trabalhadores da categoria e renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011. A data base é no mês de junho.

Companheiro Sirlei Cesar de Oliveira (2º da esquerda para a direita) representando o STICMG