Ano 1 - nº 100 - Guarapuava, 02 de setembro de 2010

Notícias

 

STICMG, 02 de setembro de 2010
Centrais defendem salário mínimo de R$ 560 em 2011

As principais centrais sindicais do País decidiram defender o aumento do salário mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 560 em 2011. A posição foi anunciada nesta quarta-feira (1º) após reunião das centrais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST. Na terça (31), o governo enviou o projeto da lei orçamentária ao Congresso prevendo um mínimo de R$ 538 no próximo ano.

O reajuste previsto no Orçamento, de 5,52%, limita-se a repor a inflação prevista para 2010. O governo alega que apenas segue as regras acertadas com as centrais sindicais em 2007. Pela política atual, o aumento do salário mínimo será equivalente à inflação acumulada no ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes.

Ou seja, para 2011 o aumento seria a previsão de inflação para 2010 (5,52%) mais o PIB de 2009. Mas como o PIB desse ano não cresceu - ao contrário, apresentou um declínio de 0,2% - desta vez não haveria aumento real para o salário mínimo.

De acordo com as centrais sindicais, a proposta de R$ 560 levou em conta, além da inflação, a variação do PIB de 2006 a 2009 (de 3,8%). As centrais também exigem abertura imediata de negociação com o governo para a definição do reajuste.

Pressão

O presidente da CUT, Artur Henrique, ressalta que o salário mínimo vem tendo aumentos reais desde 2003 e que o projeto de lei orçamentária é apenas uma previsão de gastos da União, que pode ser alterada após diálogo com os diversos atores sociais.

"Desde 2004 nós estamos conseguindo, pelo processo de negociação, a partir da pressão das marchas a Brasília pelo salário mínimo, um reajuste maior que o da previsão inicial do projeto de lei orçamentária", diz Artur Henrique.

O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, argumenta que um reajuste "digno" do salário mínimo é uma forma de distribuir renda, fortalecer o mercado interno, elevar a produção e o consumo, além de gerar novos postos de trabalho.

Torres afirma que o crescimento do mercado interno e o aumento real do salário mínimo foram decisivos para ajudar o Brasil superar a crise econômica iniciada em 2008. Ele ressalta, ainda, que o reajuste do mínimo ajuda a aumentar o valor do piso de diversas categorias profissionais.

"Como a crise ficou para trás, queremos consolidar nossa economia através de bons reajustes do salário mínimo e das aposentadorias", afirma. "Lembramos que há o compromisso do governo com as centrais sindicais de empreender uma política permanente de valorização do mínimo até 2023".

Fonte: Agência Câmara


STICMG, 02 de setembro de 2010
Aprovado fundo para financiar educação profissional

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (1º), projeto de lei (PLS 274/03) do senador Paulo Paim (PT-RS) que cria o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e Qualificação do Trabalhador (Fundep). A matéria ainda será analisada pelas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), onde será votada em caráter terminativo.

O Fundep pretende ampliar a rede de ensino técnico, melhorar a estrutura já existente nessa rede e qualificar professores e corpo administrativo, entre outras medidas. A queda no número de matrículas e a estabilização na oferta de cursos profissionalizantes são circunstâncias que motivaram a apresentação da proposta.

Ao apresentar seu parecer favorável ao PLS 274/03, o relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), comentou que o Fundep deverá receber, entre outros recursos, 5% das verbas do Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT) e 7% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na sua avaliação, esse projeto deve "revolucionar" o ensino profissional no país.

"Essa estabilização na oferta de cursos de educação profissional de nível técnico é bastante sentida pelos jovens de famílias de renda mais baixa, para os quais a universidade representa um sonho mais distante", disse o relator em seu voto. Ele frisou que o mercado de trabalho continua a precisar de profissionais de nível técnico. "Essas constatações evidenciam a necessidade de a educação profissional ser provida por uma fonte segura de financiamento", concluiu Demóstenes.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) também elogiou a proposta, afirmando que esta "é a verdadeira educação que vira emprego".

O parecer da CCJ recomenda a aprovação do PLS 274/03 com as quatro emendas aprovadas pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Demóstenes também apresentou três subemendas para ajustar a redação do texto. Por fim, rejeitou emenda apresentada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) porque a questão colocada por ela já estaria sanada por uma das emendas aprovadas.

Fonte: Agência Senado


STICMG, 02 de setembro de 2010
Folha de agosto do INSS totaliza R$ 27,9 bilhões

Valor dos benefícios está acrescido de R$ 9 bi da primeira parcela do 13º

A folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de agosto está creditando até dia 8 de setembro 27.634.638 benefícios, no valor total de R$ 27.917.818.045,48. Desse total, R$ 9,013 bilhões referem-se à primeira parcela da gratificação natalina para cerca de 23,6 milhões de beneficiários que têm direito a recebê-la.

Nessa folha de pagamento, estão sendo pagos 19.354.074 de benefícios no setor urbano, representando R$ 22.035.185.071,99, e 8.280.564 de benefícios na área rural, totalizando R$ 5.882.632.973,49.

Nesta quinta-feira (2), o INSS creditará os benefícios de aposentados, pensionistas e demais beneficiários que têm cartão de pagamento com finais 2 e 7, desconsiderando-se o dígito, e que recebem acima do piso previdenciário. Também os que ganham até o piso, e têm cartão de final 7, terão seu benefício depositado nesta quinta-feira.

O extrato mensal de pagamento está disponível para consultas na página do Ministério da Previdência Social na internet. Mas quem recebe pelos bancos do Brasil, Mercantil e Bradesco pode imprimir o documento nos terminais de atendimento automático. Já os beneficiários que recebem pelos outros bancos terão o serviço disponível somente a partir da folha de setembro.

Na folha de agosto está sendo paga, também, a primeira parcela do 13º salário para os cerca de 23,6 milhões de beneficiários que têm direito.

Imposto de renda - Nessa primeira parcela do abono não há desconto do Imposto de Renda (IR). O desconto do IR informado no contracheque deste mês refere-se apenas ao valor do benefício mensal. De acordo com a legislação, o IR sobre o 13º só é cobrado em dezembro, quando é paga a segunda parcela da gratificação natalina.

É a quinta vez que a Previdência paga antecipadamente uma parcela dessa gratificação. A primeira foi em 2006, resultado de acordo firmado entre o governo e as entidades representativas de aposentados e pensionistas. O acordo estabelece que a antecipação ocorra até 2010. A continuidade dessa política será decidida pelo próximo governo.

Valores - Aposentados e pensionistas, em sua maioria, receberão 50% do valor do benefício. A exceção é para quem passou a receber obenefício depois de janeiro. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente.

Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor que os 50%. Como esse benefício é temporário, o INSS calcula a antecipação proporcional ao período. Por exemplo, um benefício iniciado em janeiro e ainda em vigor em agosto terá o 13º terceiro salário calculado sobre oito meses. O segurado receberá, portanto, metade deste valor. Em dezembro, caso ainda esteja afastado, o segurado irá receber o restante. Se tiver alta antes, o valor será calculado até o mês em que o benefício vigorar e acrescido ao últimopagamento do benefício.

Por lei, não têm direito ao 13º salário os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Fonte: MPAS


STICMG, 02 de setembro de 2010
Copom mantém taxa de juros em 10,75%, ainda a maior do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (1º), manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano, após três rodadas consecutivas de alta.

A decisão do Copom confirmou o prognóstico dos analistas econômicos e finaneceiros, de que a Selic se estabilizaria depois de sua última alta, na primeira quinzena de agosto.

Com isso, a taxa fica no mesmo patamar da última reunião do Copom, no dia 21 de julho, e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava em 11,25%. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.

Com a manutenção da taxa, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,2%. Em terceiro, está a Rússia, com 2,1%.

Os dados sobre juros reais são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com - Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

Fonte: Diap


STICMG, 02 de setembro de 2010
Assistencial: nova posição do MPT reconhece contribuição do não filiado

Em parecer técnico, o advogado Hélio Gherardi, membro do corpo técnico do DIAP, faz abordagem sobre o novo posicionamento do Ministério Público do Trabalho reconhecendo o recolhimento da taxa ou contribuição assistencial do não filiado à entidade sindical.

A taxa assistencial é para o custeio das atividades sindicais, em conformidade com artigo 548 "caput" e alíneas "a" e "b", da CLT, que fixa uma determinada categoria a contribuição assistencial e a contribuição confederativa.

Por sua vez, obriga a todos os integrantes da categoria, independentemente de prévia autorização específica, sem comportar qualquer oposição, inclusive porque vincularam-se às negociações coletivas, por meio de acordos, convenções e/ou dissídios coletivos.

Ou seja, são sentenças normativas que por sua vez beneficiam a todos mesmo os não filiados sindicalmente.

Clique aqui para baixar o inteiro teor do parecer técnico

Fonte: Diap


STICMG, 02 de setembro de 2010
Centro-Oeste
Uma vida de espera

Parada há 24 anos, a obra para asfaltar a Estrada Boiadeira é um retrato do Centro-Oeste do estado. População está diminuindo por causa da precária infraestrutura e a falta de oportunidades

Há 20 anos, Sebastião Rodrigues trocou Lon­­drina por um pequeno sítio às margens da BR-487, a cerca de 50 quilômetros de Cam­­po Mourão. Parte da esperança de melhorar a vida da mulher e dos dez filhos estava baseada na possibilidade do asfaltamento da rodovia conhecida como Estrada Boiadeira. Depois de duas décadas no local, o desenvolvimento econômico esperado pelo agricultor de 70 anos não aconteceu. Com isso, presenciou a saída de nove filhos para outras regiões, em busca de oportunidades. Mais recentemente, outro desalento: há quatro meses, vendeu 15 vacas porque o caminhão que transportava leite não conseguia mais entrar na propriedade.

“Quando chove, a gente sai de carroça ou a pé. De carro não sai. Tem que esperar quatro ou cinco dias”, lamenta Rodrigues. Sem a renda mensal obtida com a venda de 80 litros de leite por dia, ele transformou a área de 5 alqueires de pasto em lavoura de mandioca. O agricultor não tem dúvidas ao afirmar que a falta de conclusão da Estrada Boiadeira é um fator predominante para a falta de perspectivas para ele e o único filho que continua na agricultura. “Ouço falar na conclusão da estrada desde que cheguei aqui. Já vieram várias vezes fazer medições, mas até agora nada. Ainda tem umas marcações da última vez que estiveram aí.”

O caso da Boiadeira é o reflexo mais claro da precária infraestrutra de transporte rodoviário na Região Centro-Oeste do estado. “Os investimentos em estradas são o que falta para consolidar a região como o maior entroncamento rodoviário do Paraná”, avalia o prefeito de Campo Mourão, Nelson Tureck. A BR-487 ligaria a região a Porto Camargo, no Mato Grosso do Sul, servindo de alternativa para o transporte de produtos agropecuá­­rios do estado vizinho para as indústrias do Paraná ou para o Porto de Paranaguá. Por enquanto, é apenas um sonho antigo.

A obra começou em 1986, mas está parada desde 2003 por causa de irregularidades encontradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no processo de licitação. Ainda está nos planos do governo federal e consta na relação de obras do Plano de Aceleração do Cres­­ci­­mento (PAC) 2. Somente 25 quilômetros entre Campo Mourão e No­­va Brasília, em Araruna, estão prontos. Falta asfaltar 40 quilômetros de Nova Brasília a Cruzeiro do Oeste e todo restante do trecho, cerca de 60 km até o Mato Grosso do Sul.

Ainda é necessário asfaltar a BR-158 e duplicar a BR-487, que ligam Campo Mourão à Região Centro-Sul, nas proximidades de Pitanga, caminhos para Curitiba e o litoral do estado. Grande parte do tráfego do Centro-Oeste se concentra na BR-317, que liga a região a Maringá e a Região Sudeste do país. A rodovia, que é de responsabi­­lidade da concessionária Viapar, também precisa de melhorias. Como outras regiões agrícolas do Paraná, uma estrada de ferro para o escoamento dos grãos também teria impacto significativo na economia.

Olhando para os números agrícolas fica mais fácil de entender a importância da logística no Centro-Oeste. Os municípios do entorno de Campo Mourão produzem 14% de toda a produção de soja do Paraná: 1,9 milhão de toneladas em uma área de 585 mil hectares.

População

A falta de pavimentação ou melhorias nas estradas aparece ainda como uma reivindicação da população em levantamento feito pela Paraná Pesquisas com exclusividade para a Gazeta do Povo. O item é o quarto mais citado como principal problemas da Região Centro-Oeste, com 18% das consultas. O primeiro é saúde (47%) e a seguir vêm segurança pública (45%) e drogas (26%).

A deficiência das rodovias já aparecia no início da década como um dos principais problemas da região, segundo estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). “A mesorregião chama a atenção, comparativamente às demais mesorregiões do estado, pelos indícios de que acentuou-se (...) um processo de desarticulação regional, cujas principais evidências são: a redução da população, a perda de posição, por vários municípios, no ranking do IDH-M e o baixo desempenho de seu mercado de trabalho”.

A análise pessimista vai na contramão da pujança da agricultura na região, que tem como símbolo a sede da maior cooperativa agrícola da América do Sul, a Coamo. A cooperativa se espalhou pelo estado e hoje tem cerca de 21 mil agricultores associados, além de 4 mil empregados que trabalham na armazenagem, no processamento e na comercialização de produtos agrícolas e seus derivados, com receitas da ordem de R$ 4,6 bilhões.

Nem todos usufruem da riqueza produzida em volta da Coamo. Apesar de ter cerca de 3% da população total do Paraná, o Centro-Oeste tem 5% das pessoas consideradas em situação de pobreza pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – caso do agricultor Sebastião Rodrigues. Uma maior atenção a essa parcela da população, formada por pequenos agricultores ou moradores de bairros periféricos de Campo Mourão, poderia diminuir a redução gradual da população, prevista também pelo IBGE. O órgão estima que, até 2020, 10% das pessoas que moram hoje na região procurarão oportunidades em outras regiões por causa da falta de opções locais.

Fonte: Gazeta do Povo


STICMG, 02 de setembro de 2010
Presidente do STICMG participa de reunião do CONCIDADES de Guarapuava

O Companheiro Cesar de Oliveira, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Guarapuava, esteve presente hoje (02/09/2010) em reunião com o Conselho da Cidade de Guarapuava, afim de discutir o que segue:

1) Participação de Convidado, para apresentação dos estudos ambientais realizados pela Energética Rio das Pedras Ltda;

2) Informações sobre o andamento dos trabalhos com a Comissão Especial do Estudo do Zoneamento para a Bacia de Captação do Rio das Pedras ;

3) Apresentação do Projeto do Site do CONCIDADE/GUARAPUAVA;

4) Informações da Comissão de Controle de Gabarito;

5) Assuntos Gerais;

6) Encerramento.